Sobre interdisciplinariedade e Serviço Social, é INCORRETO afirmar que
desde os primeiros anos de inserção do assistente social nas instituições socioassistenciais, há registros da sua participação nas denominadas equipes multidisciplinares. Essa participação, no entanto, não se deu isenta de tensões. Dentre elas, incluem-se a sua inespecificidade aparente e sua subalternização institucional.
o trabalho em equipes interdisciplinares necessita ser problematizado à luz de uma fundamentação teórico-metodológica crítica, a partir de uma reflexão sobre como a sociedade estrutura e organiza o trabalho.
na sociedade capitalista, as atividades profissionais especializam-se a tal ponto que se apresentam como autônomas, mesmo integrando um único processo de trabalho. Diante disso, é compreensível que a interdisciplinariedade enfrente tantas dificuldades para a sua implementação.
há um debate extenso e diverso sobre os conceitos de multidisciplinariedade, pluridisciplinariedade, interdisciplinariedade e transdisciplinariedade. O Serviço Social hegemonicamente se apropria desse debate e o incorpora em suas práticas sociais, primando pelo trabalho interdisiciplinar e transdisciplinar, com a defesa da horizontalização das relações de poder, da flexibilização dos limites das especialidades e da inespecificidade profissional.
a defesa do Código de Ética de 1993 e da Lei de Regulamentação do Serviço Social 8.662/1993, bem como das competências e atribuições profissionais está relacionada não a uma postura corporativa que dificulta a interdisciplinariedade mas à defesa dos interesses e das necessidades dos usuários das políticas públicas em que o assistente social está inserido.
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