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4039571 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: Pref. Crato-CE
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Passarinho tocando a fiação/fere as cordas do poste pra cantar.
Irrompendo o barulho da cidade
pra dar cor diferente ao céu da vida
embalando a chegada e a partida
vai regando o tamanho da saudade
se no peito faltava uma metade
sua voz pode a outra completar
mais a alma precisa se atentar
à beleza estendida na canção
passarinho tocando a fiação
fere as cordas do poste pra cantar.
Lá no cimo hasteado onde a luz nasce
ergue o ninho na força da leveza
demonstrando o poder da natureza
como sendo Deus mesmo quem falasse
não importa o período que se passe
joga sempre o seu verso pelo ar
com as garras se presta a dedilhar
acendendo outra luz no coração
passarinho tocando a fiação
fere as cordas do poste pra cantar.
Quando o ronco das ruas vai baixando
na medida em que o sol vai se escondendo
cada frase das aves vai dizendo
que é feliz quem ao céu segue escutando
o siléncio do dia vai deixando
cada som natural se anunciar
pra o espirito dos homens depurar
com a danga que faz cada estação
passarinho tocando a fiação
fere as cordas do poste pra cantar.
(SILVA Tiago Nascimento. Rosário das Aves. Minas Gerais: VirtualBooks Editors 2020, p. 31 
Se no peito faltava uma metade/ Sua voz pode a outra completar/ Mais a alma precisa se atentar/ À beleza estendida na canção” Os quatro versos transcritos compõem a primeira estrofe do poema. Neles o eu lírico sugere que a “voz” tem o poder de preencher um vazio interior (“Se no peito faltava uma metade / Sua voz pode a outra completar”). Contudo, a continuação (“Mais a alma precisa se atentar / A beleza estendida na canção”) introduz uma condição essencial para que essa plenitude seja alcançada. Qual é essa condição?
 

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