2350004
Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
Disciplina: Português
Banca: Pref. Rio Janeiro-RJ
Orgão: Pref. Rio Janeiro-RJ
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Para não dormir no ponto
A modernidade e os benefícios que a acompanham – como os que nos conectam 24 horas por dia ao mundo todo – podem atrapalhar muito nosso repouso noturno. Junto com o uso exagerado de toda essa evolução estão o estresse, a pressa, a agenda superatarefada, o ritmo sempre acelerado que mexe com o nosso relógio biológico. É o que indica uma pesquisa realizada em 2014 pelas universidades de Oxford, Cambridge, Harvard, Manchester e Surrey. O estudo concluiu que dormimos, em média, duas horas a menos por noite do que há 60 anos. Antigamente, a média de sono era de nove horas por dia, enquanto, hoje, um adulto saudável dorme, em média, sete horas. Precisamos estar tão ligados com tudo o tempo todo que não queremos perder tempo dormindo e ignoramos a importância de boas horas de sono. Não levamos em consideração todos os graves problemas que a falta de noites de sono pode causar, principalmente em longo prazo. Ainda há divergência, porém, entre os especialistas sobre a quantidade de horas para um descanso ideal. Apesar de termos aquela média, sempre dita, de sete a oito horas por dia, muitos médicos acreditam que elas dependem de cada paciente, pois há indivíduos que ficam satisfeitos com apenas cinco horas de sono, por exemplo, enquanto outros necessitam de dez horas. Por isso, deve-se ressaltar que não só a quantidade de horas de sono é importante, mas também a qualidade. Cada pessoa deve dormir a quantidade de horas adequada para si, desde que sejam bem dormidas, que o descanso seja verdadeiro. “Todos nós já tivemos a experiência de dormir alguns minutos e termos a sensação de descanso, ou de dormirmos horas e, ao despertarmos, a sensação de cansaço permanecer. Sentir sono durante o dia não é normal e significa que o corpo não descansou adequadamente à noite, e isso pode causar pequenos acidentes de trabalho ou diminuir seu rendimento e concentração”, explica o dr. Salomão Carui. (...)
A insônia, segundo o dr. Carui, pode estar associada a outros transtornos como síndrome das pernas inquietas, síndrome da sonolência excessiva diurna, obesidade, apneia do sono, narcolepsia e sonambulismo. “O ideal é procurar ajuda médica, pois, ao eliminar essas causas, o sono volta a ser reparador e o sintoma de cansaço durante o dia deixa de ser frequente”, explica. O profissional a ser procurado deve ser especialista em medicina do sono, costumeiramente otorrinolaringologista, pneumologista, neurologista, psicólogo e psiquiatra. A psicóloga Carla Ribeiro explica que, na verdade, a pessoa é que percebe como estão seus hábitos noturnos, se ela está conseguindo dormir à noite ou não. Assim que notar, deve procurar um médico e passar essas informações para que ele faça o diagnóstico. Conforme o dr. Carui, isso pode ser feito por meio de um diário, preenchido pelo próprio paciente. Investigações especializadas também podem ser feitas dormindo em laboratórios de sono para determinar com exatidão o que acontece. Além disso, podem ser solicitados exames clínicos, como polissonografia. “Caso o paciente tenha dificuldade para iniciar no sono, fica deitado por uma hora ou mais virando de um lado para o outro, acorda durante a noite e tem dificuldade de dormir novamente, acorda muito cedo, não se sente revigorado ao acordar ou se sente irritado, letárgico, preguiçoso e ansioso durante o dia, podemos dizer que ele sofre de insônia”, ensina o otorrino. O psicanalista Paulo Miguel Velasco diz que esse mal pode ser classificado em três tipos: agudo – quando dura de uma noite até algumas semanas; intermitente – se esses episódios passam a ocorrer de tempos em tempos; e crônico – quando ocorrem frequentemente e duram mais de um mês.
Adaptado de: Guia minha saúde: ansiedade, depressão e
insônia. 10. Ed. São Paulo: IBC, 2015. p. 64-66.
No período “Cada pessoa deve dormir a quantidade de horas adequada para si, desde que sejam bem dormidas, que o descanso seja verdadeiro.”, os termos em destaque introduzem dois elementos equivalentes, os quais mantêm, com a oração principal, uma relação de: