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2563962 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES
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O texto a seguir serve de referência para à questão abaixo.

Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas

Segundo relatório do Banco Mundial divulgado em fevereiro de 2018, o Brasil vai demorar 260 anos para atingir o mesmo nível de leitura de países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e França. A análise leva em consideração o desempenho de estudantes do país no exame Pisa, aplicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Uma das conclusões levantadas pelo estudo é de que há uma “crise de aprendizagem” no país.

Uma das políticas adotadas pelo governo para diminuir esse déficit se dá a partir de programas de incentivo e promoção de leitura, como o Programa Nacional do Livro Didático, promovido pelo Ministério da Educação, um guia de livros lançados anualmente para escolas que abarca, nos últimos dois anos, também livros de ficção. A lista com os livros disponíveis para 2019 saiu no início de outubro de 2018.

O programa surgiu em 1985, com o objetivo de fazer distribuição gratuita de obras de caráter didático para instituições de ensino público do país.

Fernanda Gomes Garcia, diretora da Câmara Brasileira do Livro, organização sem fins lucrativos responsável pelo prêmio Jabuti e uma das organizadoras da Bienal do Livro de São Paulo, afirma que o propósito inicial era fornecer material didático para ser usado em sala de aula, e não incluía literatura.

A responsabilidade na distribuição de obras de literatura para as escolas públicas do país ficava a cargo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, que sofreu cortes em 2017.

“O MEC tomou então essa decisão de trazer a compra dessa literatura de ficção para o PNLD, mas [a compra] não vai ser para as bibliotecas, vai ser para os alunos”, diz Garcia. A quantidade e escolha das obras entregues são definidas de acordo com a faixa etária do aluno e de seu ano escolar.

O Nexo entrou em contato com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao Ministério da Educação responsável pelo projeto, para entender como é feita a escolha das obras e a classificação indicativa do que entra para o guia. A assessoria, em nota, afirmou que, para fazer parte da seleção, a editora, o autor ou o responsável pelos direitos autorais da obra deve se inscrever em edital disponível no site.

A decisão final sobre quais obras serão destinadas para cada escola é feita pela própria instituição. “Os dirigentes das redes de ensino municipal, estadual, distrital e das escolas federais encaminham termo de adesão manifestando seu interesse em receber os materiais do programa e comprometendo-se a executar as ações do programa conforme a legislação.”

Fonte: ABDALLA, Anita. Como o governo decide a indicação dos livros nas escolas. Nexo Jornal. Disponível em:

<https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/10/15/Como-o-governo-decide-a-indica%C3%A7%C3%A3o-dos-

livros- nas-escolas>. Acesso em: 07 jan.2019 (adaptado).

Segundo Cunha e Cintra (2017), dentre outros usos, empregam-se aspas:

I – Para realçar ironicamente uma palavra ou uma expressão.

II – Para indicar a significação de uma palavra ou de uma frase.

III – Para acentuar o valor significativo de uma palavra ou expressão.

IV – Para fazer sobressair estrangeirismos, arcaísmos ou neologismos.

V – No início e no fim de uma citação para distingui-la do resto do contexto.

No texto de referência, o emprego de aspas se justifica pelos fins indicados nos tópicos:

 

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