A tensão estabelecida na economia mundial pelas seguidas altas na cotação do petróleo não irá arrefecer antes do final do ano, quando estará eleito o novo presidente dos Estados Unidos da América (EUA). Dentro deste cenário pouco animador, a boa notícia é que o Brasil já não está tão vulnerável às oscilações de preço como antes. Para o especialista Jean-Paul Prates, a atual crise do petróleo tem uma só origem: a intervenção militar no Iraque. Para ele, os demais fatores são eventuais. O analista Paulo Rossetti também concorda que o processo de alta continuará por alguns meses, principalmente em virtude dos riscos de atentados terroristas no Iraque e na Arábia Saudita. Outra preocupação é com o aumento da demanda. Um ponto considerado nevrálgico é que, hoje, a economia mundial é muito dependente do petróleo e os grandes países consumidores podem decidir por aumentar os juros básicos para segurar a inflação.
Correio Braziliense, 8/8/2004, p. 10 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o cenário da economia globalizada contemporânea, julgue o item que se segue.
EUA, Japão, China e Europa são exemplos de grandes economias muito dependentes do petróleo. Assim, se decidirem pelo aumento de juros para impedir a pressão inflacionária, algo que o texto classifica de ponto nevrálgico, acabam por afetar países emergentes como o Brasil, que poderão assistir à fuga de capitais estrangeiros.