A linguística moderna é considerada uma ciência por atender a requisitos desse modelo de produção de conhecimento. Lobato explica um deles: “o linguista parte de alguns dados iniciais sobre a língua, formulando hipóteses teóricas a partir desses dados. Essas hipóteses, por sua vez, terão de ser empiricamente comprovadas não só pelos dados iniciais, mas também por quaisquer outros que se revelarem relevantes. Da verificação empírica é que resultarão (ou não) a validade científica das hipóteses. Não sendo confirmadas as hipóteses iniciais, estas são reformuladas, até que se chegue a uma hipótese que cubra todos os fenômenos em análise.
LOBATO, Lucia. Da teoria padrão à teoria da regência e ligação. Belo Horizonte: Vigília, 1985, p. 27, com adaptações.
A propriedade da linguística como ciência, a que a autora faz referência no texto apresentado, remete ao caráter