Magna Concursos
1215790 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Porto Alegre-RS
“O Morcego:” (Augusto dos Anjos)
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
“Vou mandar levantar outra parede...”
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh’alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivamente em nosso quarto!
A palavra ígneo, primeira estrofe, quarto verso do poema, tem qual significado?
 

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