Maria nasceu prematura, de uma gestação gemelar, e os pais notaram que, desde os dois anos de idade ela apresenta sintomas como estereotipia de fala, problemas de comportamento e obsessões alimentares. Aos quatro anos de idade, foi convidada a se retirar de uma escola regular, por apresentar problemas de isolamento e inadequação comportamental, e foi encaminhada para uma clínica especializada, incluindo a terapia fonoaudiológica. Na entrevista inicial, foram constatados os seguintes dados: Maria apresenta um desenvolvimento motor global normal e não apresenta nenhum problema em relação à deglutição, apresenta dificuldades na linguagem, comunicando-se por enunciados com uma palavra isolada e com sons ininteligíveis, levando a um esforço interpretativo por parte da terapeuta, para a manutenção do diálogo. Maria parecia apresentar uma certa compreensão do que lhe era dito, mas tinha dificuldades em manter o contato com a terapeuta.
Baseado no caso descrito, pode-se concluir que Maria é portadora