Uma paciente que recebeu o diagnóstico de transtorno conversivo (histérico) referiu que via dinossauros verdes, vampiros e tigres. Os vampiros, segundo ela, eram bonitos e queriam mordê-la. O tigre conversava com ela, dizia que era seu pai, já falecido, e queria beijá-la. Ela não ficava com medo quando tinha essas visões. Não tinha certeza da realidade desses fenômenos, admitindo que pudessem ser o resultado de “um distúrbio no sistema nervoso”. Negou uso de drogas, o que foi confirmado pelo esposo. Os relatos das visões ocorriam sempre após episódios de rejeição interpessoal ou na vigência de cobranças e críticas de familiares. Apesar dos sintomas, continuava exercendo o trabalho de técnica de enfermagem normalmente e nunca apresentou tais sintomas durante seus turnos de trabalho. Conta que, quando criança, a família a levava em cultos em que ficava impressionada com fenômenos de possessão, até que ela mesma passou a apresentar visões de espíritos e demônios, recebendo grande destaque entre os participantes e sendo reconhecida (segundo a paciente) como tendo poderes mediúnicos. O fenômeno psicopatológico descrito refere-se