Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
As comunidades quilombolas, que surgiram como resistência à
escravidão no Brasil, têm muito a nos ensinar quando o assunto
é sustentabilidade. Beatriz Nascimento, historiadora e ativista
afro-brasileira, ampliou o conceito de quilombo para além de um
refúgio físico, enxergando-o como um espaço de resistência
cultural, política e identitária. Mais do que resistir à opressão, os
quilombos são espaços de pertencimento e autonomia, um
legado que inspira lutas sociais e raciais.
Relação de interdependência com a natureza: vivendo em
harmonia
Para as comunidades quilombolas, a natureza não é algo
separado ou a ser explorado, mas uma força com a qual
estamos interconectados. Esse entendimento sobre a
interdependência entre os seres humanos e o meio ambiente é
a base para a preservação dos ecossistemas.
Nas comunidades quilombolas, a ideia de “cuidar da terra” vai
além de um ato de preservação: é uma prática cotidiana que
visa manter o equilíbrio e promover uma convivência respeitosa
e recíproca entre todos os elementos naturais.
O quilombo é um espaço de acolhimento onde se pratica uma
política de relações baseada na construção coletiva. Esse
ambiente reflete uma luta incessante pelos direitos sociais, pela
legalização da posse de terras e pela preservação das
manifestações culturais. Mais do que um local, o quilombo
representa o respeito e a busca pela garantia de uma vida digna
em uma sociedade que, historicamente, marginaliza os povos
afrodescendentes e que, consequentemente, enfrentam
barreiras como racismo e preconceito.
Disponível em: https://mandusocial.org/blog/dinamizacao-de-comunidadese-territorios/9-licoes-que-precisamos-aprender-com-as-comunidadesquilombolas/. Acesso em: 24 ago. 2025. [Adaptado].
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