Magna Concursos
1407628 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Alumínio-SP
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Considere os dois textos para responder a questão.
No meio do caminho tinha um LIVRO
Ele segura um livro de noções de eletricidade e explica que o volume foi o primeiro de sua coleção. Achada na famosa esquina das avenidas São João e Ipiranga, no centro de São Paulo, a obra foi salva de um destino que, para o catador de papel Severino Manoel de Souza, seria um “crime”: o reúso do papel. “Se um livro desses for para a reciclagem, quando ele for picotado, vai dar meio quilo”, avalia. “Isso vai render 10 centavos, não dá para comprar nem um pãozinho. Foi quando eu senti que era um crime.” Severino conta que assim iniciou uma coleção de livros, todos achados na rua. “Quando eu tinha uma faixa de 450, 500 livros, tive a ideia de montar a biblioteca.”
Hoje, no número 711 da avenida Prestes Maia, região central da capital, funciona a Biblioteca Comunitária Prestes Maia, dentro de um prédio ocupado pelo MSTC. “Não foi tanto por mim, foi pelo carinho que eu tenho pelo pessoal aqui dentro, pelo carinho que eu tenho pelas famílias daqui, pelo carinho que eu tenho pelas crianças.” E elas, juntamente com os jovens e adolescentes, formam um contingente de 600 pessoas, parte das 468 famílias que moram no local. Ao todo, são dois mil moradores.
(revista e, novembro de 2009, SESC/SP. Adaptado)
Livros na Bike
O projeto de Robinson Padial, o Binho Poeta, não tem nada de convencional. O comerciante criou a Bicicloteca que, como o nome denuncia, leva os livros para “passearem” sobre duas rodas pelas ruas do Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo. (...) A ideia nasceu anos atrás, durante uma das edições da Expedición Donde Miras, uma caminhada que reúne pessoas em itinerâncias por todo o país. Numa dessas andanças, Binho comprou uma bicicleta velha por $39 e a encheu de livros. (...) “E aí a gente foi trocando livros com as pessoas. Foi bem interessante esse processo.”
Em 2008, a iniciativa passou por uma requalificação. Isso graças ao dinheiro conseguido com o Prêmio Vivaleitura.(...) Com a verba, Binho adquiriu duas bicicletas novinhas em folha e mais 250 títulos para seu acervo, hoje com quatro mil volumes. (...)
Há dois anos, Binho achou o jeito ideal (...) para o funcionamento da Bicicloteca. “Agora a gente decidiu ficar em dois pontos de ônibus, locais de grande circulação aqui. A gente enche os dois cestos de cada uma e estaciona lá.” O horário de funcionamento da Bicicloteca é das 10h às 17h, e a receptividade dos moradores (...) é a melhor possível. “Não acontece, por exemplo, de as pessoas não devolverem o livro.” (...) É incrível porque, como o nosso projeto é para desburocratizar o acesso, a pessoa não precisa dar nada além do nome, mesmo assim, todos os livros são devolvidos.”
(revista e, novembro de 2009, SESC/SP. Adaptado)
Nos dois textos, os homens comuns que formaram bibliotecas eram, respectivamente, o
 

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