Texto para a questão.
"Combater a discriminação pela linguagem não é, como muita gente desinformada supõe, defender um suposto 'vale-tudo' no uso da língua, abandonar o ensino das formas prestigiadas de falar e escrever ou, pior, querer impor o uso das formas 'erradas' como as únicas aceitáveis a partir de agora. As questões de educação linguística são muito mais complexas do que um binarismo fácil entre 'sim' e 'não' ou uma simples troca de 'normas'. A multiplicidade dos usos da língua tem que ser respeitada, valorizada e defendida, e entre esses usos, evidentemente, estão, também, as formas de prestígio, faladas e escritas, que têm sido reservadas durante muito tempo a uma pequena parcela da população. Mas é esse também que causa tanto medo e apreensão, porque significa ampliar o acesso à cultura letrada num país injusto em que os bens e os direitos sociais têm sido reservados há séculos a muito pouca gente."
(BAGNO, M. Preconceito linguístico - vinte anos depois.
Informativo Parábola Editorial. São Paulo, n. 8, 2019, p. 1.
Disponível em: www.parabolaeditorial.com.br). Acesso em:
jul. 2019.
O texto em pauta traz discussões acerca do preconceito linguístico e das linguagens oral e escrita no uso da língua, em que o autor