Racismo é burrice
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Não seja um imbecil.
Não seja um ignorante.
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante.
O que importa se ele é nordestino e você não?
O que importa se ele é preto e você é branco?
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços.
Se você discorda, então olhe para trás.
Olhe a nossa história.
Os nossos ancestrais.
O Brasil colonial não era igual a Portugal.
A raiz do meu país era multirracial.
Tinha índio, branco, amarelo, preto.
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram.
O tempo passou.
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor.
Uns com a pele clara, outros mais escura.
Mas todos viemos da mesma mistura.
Então presta atenção nessa sua babaquice.
Pois como eu já disse, racismo é burrice.
Dê à ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral.
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O racismo é burrice, mas o mais burro não é o racista.
É o que pensa que o racismo não existe.
O pior cego é o que não quer ver.
E o racismo está dentro de você.
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca.
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca.
E desde sempre não para pra pensar.
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar.
E de pai pra filho o racismo passa.
Em forma de piadas que teriam mais graça.
Se não fossem o retrato da nossa ignorância.
Transmitindo a discriminação desde a infância.
E o que as crianças aprendem brincando.
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando.
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica.
Ninguém explica.
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural.
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GABRIEL, O PENSADOR, MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony Music, 2003. ASIN: 5099750292723.
“Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu disse, racismo é burrice.”
O termo assinalado acima estabelece no contexto a relação semântica de: