No contexto da organização do ensino de História nos anos finais do ensino fundamental,
a
centralidade do trabalho com textos — narrativos,
documentais ou historiográficos — exige mediações
didáticas que garantam a participação efetiva de todos
os
estudantes nos processos de leitura, interpretação e
produção de sentidos. Quando a presença de uma estudante surda interpela a escola quanto às condições
de
acesso ao conteúdo textual, especialmente em atividades que envolvem análise de fontes e construção
de
argumentos históricos, o Decreto nº 5.626/2005 e
as
que
diretrizes de educação inclusiva tensionam práticas
transferem ao discente a responsabilidade pela
adaptação. Diante de uma situação em que a instituição
sinaliza a impossibilidade de ofertar intérprete e orienta a estudante a recorrer exclusivamente à leitura labial, a abordagem pedagógica compatível com a acessibilidade linguística e adaptação do ensino de História se relaciona a: