Magna Concursos
2479161 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto I
“(...) Os federalistas (alcunhados de “maragatos”) depuseram as armas em 1895, conseguindo do governo a promessa de que seria revista a constituição, no sentido de que se impedisse a reeleição sucessiva do presidente do Estado (promessa que não se efetivou). Na etapa que se seguiu após a luta pelo poder entre as duas facções políticas (republicanos e federalistas), o PRR (Partido Republicano Rio-Grandense) consolidou o seu domínio. O final do conflito implicou tanto o fortalecimento da máquina política situacionista quanto à polarização partidária do Rio Grande do Sul”.
PESAVENTO, Sandra, in: História do Rio Grande do Sul. Porto Alegre:
Mercado Aberto, 1997.
(adaptado)
Texto II
Sabe Moço
Sabe moço que no meio do alvoroço
Tive um lenço no pescoço que foi bandeira pra mim
E andei mil peleias em lutas brutas e feias
Desde o começo até o fim
Sabe moço depois das revoluções
Vi esbanjarem brasões prá caudilhos coronéis
Vi cintilarem anéis assinatura em papéis
Honrarias para heróis
É duro moço olhar agora prá história
E ver páginas de glórias e retratos de imortais
Sabe moço fui guerreiro como tantos
Que andaram nos quatro cantos
Sempre seguindo um clarim
E o que restou, ah sim
No peito em vez de medalhas
Cicatrizes de batalhas
Foi o que sobrou prá mim
Ah !... sim
No peito em vez de medalhas
Cicatrizes de batalhas
Foi o que sobrou prá mim
Disponível em: <http://www.cifraclub.com.br> Acesso em: 01. Mar. 2014.
Texto III
“Licurgo lança o olhar na direção da Intendência, que fica do outro lado da praça. Os maragatos tomaram conta dela e apossaram-se de todas as casas da cidade; mas nem assim podem dizer que são senhores de Santa Fé, pois só entram e saem do paço municipal pelas portas dos fundos, e não se atrevem a cruzar a praça nem as ruas que ficam ao alcance das balas do Sobrado. Licurgo suspira fundo, com um feroz sentimento de orgulho. De certo modo ele ainda governa Santa Fé! Maragato algum jamais botará o pé no Sobrado, nem como inimigo, nem como amigo; nem agora nem nunca!
VERISSIMO, Erico. O tempo e o Vento. 34. edição.
São Paulo: Globo, 2000.
Considerando as informações dos textos acima, analise as assertivas:
I. A Revolução Federalista, ocorrida entre os anos de 1892 e 1895 foi um conflito armado que dividiu parte da população do Rio Grande do Sul. Devido a sua importância história e cultural na formação da identidade do povo gaúcho, o escritor Erico Verissimo usa-a de fundo, entre outros tantos conflitos, para escrever o romance O Tempo e o Vento.
II. A letra da canção Sabe moço, dá voz à parte mais empobrecida dos combatentes dos conflitos armados ocorridos no Estado do Rio Grande do Sul, no século XIX, para os quais não sobravam dinheiro, favores ou terras, mas apenas cicatrizes e lembranças.
III. O personagem Licurgo Cambará (texto III) é neto do capitão Rodrigo Cambará, e tal qual o parente famoso não se furta de confrontar os inimigos. Tornou-se o líder dos chimangos de Santa Fé e cumpriu com sua palavra de que não permitiria que sua casa fosse tomada pelos maragatos.
Está(ão) correta(s) as afirmativas
 

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