Os agentes etiológicos mais frequentemente envolvidos na infecção do trato urinário (ITU) são as enterobactérias, como Escherichia coli, espécies de Proteus, Klebsiella e Enterobacter, além dos cocos Gram-positivos como Staphylococcus saprophyticus e Enterococcus faecalis e, em pacientes hospitalizados, bactérias não fermentadoras como Pseudomonas aeruginosa. Qualquer micro-organismo pode ser importante, mesmo se isolado em quantidades inferiores a !$ 10^5 !$ UFC/mL, por isso, ao analisar culturas de urina, é necessário relacionar o crescimento microbiano com o sedimento urinário (leucocitúria, bacteriúria, presença de muitas células epiteliais) e sempre que possível com o quadro clínico e com o histórico do paciente.
Em relação à cultura de urina, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo.
( ) A urina de paciente com cateterismo vesical não é ideal para cultura, no entanto, se houver solicitação, a amostra pode ser retirada diretamente do saco coletor.
( ) O Agar Cistina Lactose Deficiente em eletrólitos (CLED) é utilizado no isolamento e quantificação de bactérias da urina, por ser um meio que suporta o crescimento de agentes patogênicos e contaminantes urinários, mas evita a proliferação indevida de espécies de Proteus devido a sua deficiência em eletrólitos.
( ) Enterobactérias em contagens baixas e sem outro achado relevante na sedimentoscopia podem ser consideradas contaminantes.
( ) Streptococcus agalactiae é agente importante em mulheres grávidas, devendo ser valorizado, identificado e relatado quando presente em qualquer contagem nestas pacientes.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.