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4055969 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: URCA
Orgão: Pref. Assaré-CE
Provas:
Quando a foice da morte colhe a vida/ é que a gente percebe
não ser nada 

No silêncio do passo traiçoeiro 
ela arranca de vez o coração 
leva a alma deixando a solidão
não importa se é pobre ou tem dinheiro
é de todos caminhão derradeiro 
qualquer rota recai sobre essa estrada
deixa toda alegria cancelada
e no peito uma dor sem ter medida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada.  
Não informa o momento da partida
desse trem da desgraça que aparece  
de repente ele surge, o ser padece
sem nem mesmo acenar na despedida
quanto mais a dor vem, mais é doída
não tem corpo e parece tão pesada
cada lágrima vertida uma pancada
não tem volta, o caminho é só de ida  
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 
Não se atenta pra ritos de passagem 
onde passa seu rastro é de caixão
não permite um adeus nem oração
dos infernos carregam uma mensagem
estendendo ataúdes na viagem
ao fechar os esquifes da morada
a saudade ainda fica apertada
quem morreu transferiu a dor sofrida
quando a foice da morte colhe a vida
é que a gente percebe não ser nada. 
(Tiago Nascimento Silva. Conta, contão e medalha. Quando a foice da morte corre a vida/ é que a gente percebe não ser nada, p. 106. São Carlos: Pedro & João Editores, 2023)
A respeito das reflexões sobre a morte apresentadas no texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. O eu lírico apresenta a morte como uma força democrática e inexorável, que anula as distinções sociais e a vaidade humana.

PORQUE 

II. A imprevisibilidade do “trem da desgraça” e o caráter definitivo do “caminho de só ida” revelam a fragilidade da existência, levando o ser humano à percepção de sua própria insignificância diante do fim.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
 

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