Reforma ortográfica: falar e escrever certo.
Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles mas sem o mesmo domínio da palavra. Por essa razão, as mudanças ortográficas interessam e trazem dúvidas a todos. O acordo diz como se devem usar o hífen e o acento agudo e outros desses minúsculos sinais gráficos que já fizeram estatelar muitas reputações. A diferença entre um sucesso e um vexame pode ser determinada por uma simples crase mal utilizada. Portanto, não há como ignorar quando os sábios se reúnem para determinar o que é certo e errado no uso do português.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência linguística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro. Um estudo feito em 39 empresas americanas mostrou que a chance de ascensão profissional está diretamente ligada ao vocabulário que a pessoa domina. Quanto maior seu repertório, mais competência e segurança ela terá para absorver novas ideias e falar em público. Cresce a consciência de que as línguas bem faladas, protegidas por normas cultas, são ferramentas da cultura e também armas da política, além de ser riquezas econômicas.
Após várias tentativas de se unificar a ortografia da língua portuguesa, a partir de primeiro de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil, e em todos os países da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa.), o período de transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012. Algumas modificações foram feitas no sentido de promover a união e proximidade dos países que têm o português como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. No entanto, não é necessário que haja aversão às alterações, pois são simples e fáceis de serem apreendidas, além disso, há um prazo de adaptação que contribui para o processo de assimilação das mudanças.
O acordo entrará em vigor a partir de janeiro de 2009, mas as duas normas ortográficas, a atual e a prevista no acordo, poderão ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibulares, concursos públicos e demais meios escritos até dezembro de 2012. Segundo o MEC (Ministério da Educação), a medida deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa.
A escritora Lya Luft disse que a unificação já devia ter ocorrido antes, pois considera uma medida civilizada. A diferença na escrita dos países que falam português atrapalha o intercâmbio econômico e editorial. “Como toda reforma, essa proposta tem suas falhas, mas acho ótimo”, concluiu a escritora.
O gramático Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras, achou a unificação ortográfica importante do ponto de vista político, pois implica numa maior difusão da língua portuguesa nos seus textos escritos, mas considera que a reforma poderia ter avançado mais.
Texto adaptado de Revista Veja (matéria de capa.), edição 2025, de 12/09/2007.
Leia atentamente o texto e escreva as palavras corretas. Após, marque a alternativa CORRETA que corresponde à sequência em que elas aparecem no texto.
No ano de 2012, no Congresso Nacional, houve (sessão, seção, cessão) para debater sobre (a, à) nova lei ambiental. Naquela oportunidade, discutiu-se também sobre a (sessão, seção, cessão) de terras por parte da União para determinadas ONGs. Muitos jornalistas fizeram perguntas a respeito do documento de mais de 400 páginas, onde cada (sessão, seção, cessão) do projeto foi amplamente discutida. Um deputado levantou a polêmica sobre o (porque, porquê, por que, por quê) de tal projeto ser levado a plenário em ano eleitoral. A resposta foi no sentido de que a sociedade está (afim, a fim) de uma solução para a questão ambiental e que (há, a) muito tempo a discussão se arrasta e ainda ressaltou que daqui (há, a) alguns anos colheremos os benefícios. Em decorrência do calor que fazia em Brasília (DF), algumas pessoas passaram (mau, mal). Os ambientalistas assistiam (a, à) cena em silêncio.