As hemofilias são distúrbios sanguíneos hereditários, decorrentes de deficiências nos fatores VIII (Hemofilia A) e IX (Hemofilia B) de coagulação. Elas são transmitidas quase que exclusivamente a indivíduos do sexo masculino por mães portadoras da mutação (cerca de 70% dos casos). Porém, em cerca de 30% dos casos, a doença origina-se a partir de uma mutação de novo, fenômeno que pode ocorrer na mãe ou no feto. Os casos decorrentes de mutações de novo são chamados de esporádicos, podendo tratar-se de pacientes isolados (um único caso presente), ou a ocorrência apenas entre irmãos, ou seja, ausente em gerações pregressas. A hemofilia A é mais comum que a hemofilia B e representa cerca de 80% dos casos, com uma prevalência estimada de aproximadamente um caso em cada 5.000 a 10.000 nascimentos do sexo masculino, enquanto a hemofilia B tem uma prevalência de um caso em cada 30.000 a 40.000 nascimentos do sexo masculino. (Villaças; Carneiro; D’Amico; Okazaki. Hemofilias. 2013. p. 627-635 In: Zago; Falcão; Pasquini (Eds.). Tratado de Hematologia. São Paulo: Editora Atheneu.)
Analise o heredograma hipotético abaixo em relação à hemofilia A:

Sendo a mulher 1 normal para a hemofilia (XHXH), os genótipos das mulheres 3 e 6 são, respectivamente: