"A nossa história, a memória da nossa história é anterior a 1500; anterior à chegada dos portugueses; anterior a essas fronteiras nacionais e regionais, a essa configuração que o Brasil tem. [ ... ] o pensamento indígena tem recursos para acessar a memória que não está escrita, uma memória que não está registrada e que esta memória é um conjunto de práticas, rituais, de práticas apoiadas na cosmovisão, apoiada na visão daquilo que é vulgarmente chamado de 'sagrado'. [ ... ] No meu caso, a minha memória está suportada em um conhecimento que antecede tudo o que está escrito sobre a nossa história Eu não desprezo o esforço dos historiadores, dos registros da História: eu os reconheço. Mas eu não dependo deles para conhecer a História ."
(KRENAK, Ailton. História indígena e o eterno retorno do encontro. ln: LIMA, Pablo (coord.). Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afro-brasileira: uma contribuição da área de História do PIBID/FaE/UFMG. Belo Horizonte: UFMG - Faculdade de Educação, 2012. Disponível em: http://www.fae.ufmg.br/labepeh/down/ livrofaepibid .pdf. Acesso em: jul. 2019).
Sobre o depoimento de Ailton Krenak, podese concluir corretamente que