O texto a seguir refere-se a questão abaixo. Leia-o atentamente.
“O que as leituras da infância deixam em nós é a imagem dos lugares e dos dias em que a fizemos. Não escapei ao seu sortilégio: querendo falar delas, falei de outras coisas diferentes de livros, porque não é deles que elas me falaram. Mas talvez as lembranças que elas me trouxeram tenham elas mesmas sido despertadas nos leitores, conduzindo-os pouco a pouco – retardando-se nesses caminhos floridos e enviesados – a recriar em seu espírito o ato psicológico original chamado Leitura, com força suficiente para poder seguir agora como que dentro dele mesmo as reflexões que me restam apresentar.”
(Proust, M. – Sobre a Leitura. Campinas, Pontes, 2003)
No que se refere ao texto de Proust, Barthes concorda com o autor ao afirmar que:
“E o sujeito amoroso, nós o sabemos, é marcado por uma retirada da realidade, desinveste-se do mundo exterior. Isso confirma que o sujeito-leitor é um sujeito inteiramente deportado sob o registro do Imaginário; toda a sua economia de prazer consiste em cuidar de sua relação dual com o livro (isto é, com a Imagem), fechando-se a sós com ele, de nariz dentro dele, ousaria dizer, como a criança fica colada à Mãe e o Namorado suspenso ao rosto amado.”
(Barthes, R. Da Leitura. In: O Rumor da Língua. São Paulo, Brasiliense, 1988)
Considerando-se a passagem acima, é CORRETO afirmar que Barthes concorda com Proust, ao concluir que