O espírito é o servo e o enviado de Cristo. Eis um bom resumo da forma como a teologia ocidental delimitou a relação pneumatologia e cristologia. O Espírito como a confirmação subjetiva da revelação em Cristo (Barth) surge quase como um paradigma da teologia ocidental. A revelação de Deus, segundo Barth, dá-se de fora para dentro, não é resultado do esforço humano. Esta revelação é voltada, porém, para nós. Na relação com a cristologia, Barth parte do princípio que o Espírito Santo (...) não amplia o elemento cristológico, mas confirma o já dito e vivido. (...) Contrariando Barth e um grande número de teólogos ocidentais, [na visão pentecostal] o Espírito não é uma mera confirmação subjetiva da presumida objetividade da revelação de Deus em Cristo. Muitas vezes, vemos narrativas do Cristo bíblico apontando o Espírito como o responsável pela própria direção, execução e definição de conteúdo da missão. Poderíamos dizer que Jesus é uma confirmação localizada, específica, sui generis da manifestação mais ampla de Deus como Espírito que tudo transfunde e recria.
Antonio Carlos de Melo Magalhães. O pentecostalismo e o pensamento teológico atual: reflexões sobre pneumatologia e experiência na reflexão teológica. In: Estudos de Religião, 15, 1991, p. 74-6 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo a questões de teologia sistemática, conforme a contraposição de duas visões teológicas proposta pelo texto acima.
Segundo Barth, a revelação em Cristo é confirmada pelo Espírito.
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