Na televisão, o primeiro episódio envolvendo a audiodescrição aconteceu em 1983, na rede japonesa NTV. Nos anos 80, algumas experiências também foram feitas na Espanha, mas foi nos Estados Unidos que a audiodescrição decolou com programação produzida desde 1990 pela Media Access Group, o Descriptive Video Service. Esse serviço é patrocinado por doações e fundações, produzindo cerca de 6 a 10 horas de programação com audiodescrição por semana, que fica disponível em 50% das residências nos Estados Unidos. Estas transmissões são possíveis devido à presença de um canal secundário de áudio, a tecla SAP (Secondary Audio Programme).
A evolução da televisão digital e outras tecnologias do gênero mudarão o modo como as pessoas irão acessar a informação. À medida que as tecnologias vão abrindo novas portas, outras poderão se fechar para as pessoas cegas e com baixa visão, caso não sejam dados passos que assegurem meios alternativos de navegação e a acessibilidade nesse novo ambiente. A figura do telespectador passivo está fadada a desaparecer. Em breve a televisão disponibilizará serviços interativos, educacionais, comerciais, e de entretenimento para lares, salas de aula, locais de trabalho e a acessibilidade para todos é um fator que precisa ser levado em consideração.
(Trecho do artigo de Lívia Maria Villela de Mello Motta. Disponível em: http://vercompalavras.com.br/)
Segundo a autora, a primeira experiência registrada de audiodescrição na televisão aconteceu no Japão em 1983. No Brasil, em 2010, o Ministério das Comunicações implementou uma portaria que obrigava as emissoras de difusão de som e imagem a transmitirem parte da sua programação com recursos de acessibilidade. A Portaria 188, de 24 de março de 2010, recomendava que a programação fosse aos poucos sendo coberta por determinadas horas de conteúdo acessível. Segundo a Portaria, em 1o de julho de 2020, o tempo de conteúdo acessível deve ser de