Narrativas mirabolantes que mostram empresas, líderes ou empreendedores como os melhores do mundo não são raras de encontrar. É só navegar um pouco em redes sociais como o Linkedin para achar posts que vendem um mundo corporativo encantado, cheio de benefícios e sem nenhum problema. A questão é que, na grande maioria dos casos, esse tipo de discurso é ficcional.
Por melhor que uma companhia seja, não existe lugar que não tenha seus problemas e suas complexidades. E cabe ao RH e às lideranças deixar isso claro, tanto para os funcionários quanto para os candidatos – de uma maneira transparente e humanizada. Disseminar o mito do trabalho perfeito não traz bons resultados para as organizações, pelo contrário. As consequências dessa falácia são funcionários frustrados, imagem corporativa prejudicada e queda na motivação. É claro que desejar se tornar um ótimo lugar para trabalhar é uma atitude importante nas organizações, mas desde que isso seja feito não com o objetivo de ganhar um troféu em um passe de mágica, mas de aperfeiçoar genuinamente as práticas de gestão. Perfeição não existe – e isso é ótimo, pois mostra que há espaço para aprender, inovar, compartilhar ideias e fazer diferente. Vale mais buscar sentido do que perfeição.
TOZZI, Elisa. Não há mágica. Você RH. São Paulo, Editora Abril, Ed. 76, out./nov., 2021. p. 8 (Fragmento adaptado).
O trecho recortado do texto que melhor esclarece o sentido da afirmação negritada é