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“Na rua, Rubião encontrou Sofia com uma senhora idosa e outra moça. Não teve olhos para ver bem as feições destas; todo ele foi pouco para Sofia. Falaram-se acanhadamente, dois minutos apenas e seguiram o seu caminho. Rubião parou adiante, e olhou para trás; mas as três senhoras iam andando sem voltar a cabeça. Depois do jantar, falou consigo:
– “Irei lá hoje?”
Reflexionou muito sem adiantar nada. Ora que sim, ora que não. Achara-lhe um modo esquisito; mas lembrava-se de que sorriu, – pouco, mas sorriu. Pôs o caso à sorte: se o primeiro carro que passasse viesse da direita, iria; se viesse da esquerda, não. E deixou-se estar na sala no “pouf” central, olhando. Veio logo um tílburi da esquerda.
Estava dito; não ia a Santa Teresa. Mas aqui a consciência reagiu; queria os próprios termos da proposta: um carro.
Tílburi não era carro. Devia ser o que vulgarmente se chama carro, uma caleça inteira ou meia, ou ainda uma vitória. Daí a pouco vieram chegando da direita muitas caleças, que voltavam de um enterro. Foi.”
(Machado de Assis)
Vocabulário auxiliar
caleça: carruagem de quatro rodas e dois assentos, puxada por uma parelha de cavalos.
tílburi: carro de duas rodas e dois assentos, sem boléia, com capota, e tirado por um só animal.
Dadas as proposições,
I. A personagem Rubião apresenta um sentimento de perseverança.
II. De acordo com o contexto, a expressão “deixou-se estar” denota expectativa.
III. O tema do fragmento pode ser mais bem expressado em “Pôs o caso à sorte”.
IV. O último período do texto apresenta uma característica própria da linguagem científica: a concisão
pode-se dizer que
 

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