Magna Concursos
2238296 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
TIME DE PERNAS-DE-PAU
Um grupo de meninos de Fortaleza dá um novo sentido à expressão que é o terror de qualquer jogador
Para quem sonha em se transformar num superastro do futebol, ser chamado de perna-de-pau é no mínimo desanimador. Mas, para cerca de 50 moleques que vivem na localidade da Sabiaguaba, em Fortaleza, é elogio. É que, num campo de terra batida com uma arvorezinha bem no meio, traves tortas e arquibancada de bambu, eles correm atrás de uma bola de borracha em cima de pernas-de-pau. Há dois anos tem futebol mambembe pelo menos uma vez por semana. O time já tem nome: Calango (espécie de lagartixa muito comum no Ceará).
É um tal de furar na hora do chute... Sobe poeira para todo lado numa correria doida, desengonçada. “A garotada se diverte até nas quedas. Quando um cai, leva junto uns quatro ou cinco. Eles têm técnica para cair. Ninguém se machuca”, garante Gaudêncio Siqueira, 38 anos, o inventor do novo futebol. Tem até uma musiquinha para essas horas: “Tombei, tombei, tornei tombar/A brincadeira já vai começar”. “É massa ficar no alto e se equilibrar sobre pernas-de-pau pra bater um racha”, diz Del, que quando calça chuteiras é um dos destaques do juvenil do Uniclinic, que disputa o Campeonato Cearense.
Artista circense e educador, Gaudêncio ensina as crianças a fazerem pernas-de-pau. “Desenvolve a coordenação motora e os músculos. E ajuda a ter coragem para enfrentar situações difíceis da vida.” Mais: guarda para sempre na memória de cada um a sensação de ser criança.
BARBALHO, M. L. Isto É, São Paulo: Três, fev. 2009.
A frase em que existe uma opinião sobre o jogo é
 

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