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O Brasil na lanterna
Por: Henrique Kugler
Publicado em 26/06/2012 | Atualizado em 26/06/2012
Publicado em 26/06/2012 | Atualizado em 26/06/2012
Embora a economia verde ainda seja um conceito, alguns países já se movimentam para alterar seus modelos de produção e consumo. E, nessa corrida, o Brasil largou nas últimas posições, segundo o economista brasileiro Cláudio Frischtak, diretor do Centro de Crescimento Internacional.
“Somos uma potência ambiental em potencial B), mas apenas em potencial B)”, afirmou Frischtak em debate organizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no início de junho. “Poderíamos estar na fronteira da sustentabilidade, mas não estamos”, lamentou o economista, que também é consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“Dos gastos totais em P&D no Brasil no ano de 2010, apenas 2,64% foram destinados à construção de uma economia minimamente verde”, disse. “Jamais seremos uma potência ambiental se esse quadro permanecer”, sentenciou.
Para exemplificar seu argumento, Frischtak afirmou que o Brasil direciona generosos fomentos para a ampliação contínua de bens individuais, enquanto observam-se subinvestimentos nos bens coletivos. “Belo exemplo é o caso dos transportes. Continuamos com investimentos maciços em tecnologias do passado, isto é, em transporte individual.”
Para o economista, é preciso analisar criticamente o fato de termos expressivos amparos fiscais à indústria automobilística e quase inexistentes incentivos à produção de energia solar.
Frischtak frisou que a pesquisa científica e a inovação são as únicas formas de ingressarmos na economia verde. “De todo o conhecimento em ecologia e meio ambiente produzido no mundo, apenas 3% têm origem no Brasil”, lamentou.
Quando o assunto é energia, os números também não contribuem para uma imagem ‘verde’ do nosso país. Em 2010, foram registradas no Escritório Europeu de Patentes (EPO) 10.491 patentes resultantes de tecnologia em energia solar e eólica. A contribuição do Brasil, a despeito de D) seu potencial, foi de apenas 43, ou seja, 0,4%. [...]
Segundo Frischtak, a sonolência de nosso desenvolvimento ‘sustentável’ não para por aí. Mesmo na agricultura A) – em tese, uma vocação brasileira A) – nós estamos atrasados: temos pouquíssimas patentes relacionadas às tecnologias utilizadas em nossos cultivos (caso da cana-de-açúcar, da soja, da mandioca e do eucalipto, por exemplo). Precisamente, das 1.246 patentes registradas no EPO entre 2006 e 2010 para esses produtos, somente 11 são brasileiras. Todas as demais ficam nas mãos de C) China, Estados Unidos, Alemanha e Japão – países que, mesmo sem grande tradição agrária, já estão anos-luz à nossa frente. [...]
Para arrematar, Frischtak ressaltou que o Brasil hoje está muito atrasado na área de pesquisa e desenvolvimento em sustentabilidade urbana. “É claro que temos conhecimento sendo desenvolvido nesse campo, majoritariamente em departamentos isolados em universidades. Mas ainda é pífia a integração desses saberes com nossa realidade urbana.”
Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/06/o-brasil-na-lanterna/>.
Acesso em: 5 out. 2012. Texto adaptado.
Quanto às noções de semântica, é falso afirmar que
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