Segundo o Manual de Padronização de Laudos da SBP, em relação ao carcinoma da mama é CORRETO afirmar que:
No diagnóstico diferencial entre o carcinoma lobular clássico e o carcinoma invasivo de tipo não especial (carcinoma ductal), grau 1, com características lobulares, é útil o exame imuno-histoquimico, com os marcadores E-caderina e p120. Estes mostram, na maioria das vezes, ausência de expressão de membrana para E-caderina e localização na membrana citoplasmática da catenina p120 para o carcinoma ductal, em contraste com a positividade para E-caderina e expressão citoplasmática da catenina p120 no carcinoma lobular
O tamanho do tumor é definido pelo maior diâmetro do componente invasivo para fins de pTNM. É avaliado conforme as possibilidades de visualização à macroscopia ou à microscopia. Caso haja discordância entre a macroscopia e a microscopia, optar pela primeira, já que o processamento histológico leva a artefato de retraimento do tumor.
Se o carcinoma ductal “in situ” for encontrado em múltiplos focos, fora da massa tumoral invasiva, e corresponder a mais de 15 a 20% do tumor, deve ser relatado como “carcinoma invasivo com extenso componente de carcinoma ductal in situ”.
Todos os carcinomas invasivos da mama devem ser graduados. Recomendase o grau histológico combinado ou final de Nottingham (modificação de Elston-Ellis do sistema de graduação de Scarff-Bloom-Richardson), que leva em conta a formação de túbulos, o pleomorfismo nuclear e o índice mitótico. Os escores de cada elemento são somados, resultando em escore de 3 a 9 pontos. A graduação final é expressa da seguinte forma:
3 a 5 pontos: baixo grau, grau 1 (bem diferenciado);
6 a 7 pontos: grau intermediário, grau 2 (moderadamente diferenciado);
8 a 9 pontos: alto grau, grau 3 (pouco diferenciado).
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