Mulher, 32 anos, diabética, há 6 meses com histórico de episódios de palidez de dedos das mãos, seguidos de cianose e rubor, com dor local e piora ao tempo frio e estresse emocional. No inverno surgem úlceras dolorosas em polpas digitais que evoluem para pequenas cicatrizes. Há cerca de 2 meses, apresentou edema doloroso de dedos e dorso das mãos, com duração de 2 semanas. Desde então vem evoluindo com espessamento cutâneo das mãos e antebraços, com progressão rápida, com início mais recente nos braços. Há 1 mês, iniciou quadro de tosse seca e dispneia aos grandes esforços. Queixa também de disfagia leve para alimentos sólidos, além de piora de sintomas de dispepsia, nesses últimos meses. No exame físico apresentando sinais vitais normais, exceto por oximetria levemente reduzida (SatO2: 95%), ausculta pulmonar com crepitações em ambas as bases pulmonares. Notado espessamento da pele em regiões contínuas de dedos, dorso das mãos e antebraços, além de fenômeno de Raynaud nas extremidades dos dígitos, e pequenas telangiectasias em face e dorso. Trás, exames solicitados pelo clínico, com resultado de VHS 15, PCR 0,5 mg/dL (VR < 1,0), hemograma, transaminases e função renal dentro da normalidade, FAN positivo em título 1/640 padrão Nucleolar homogêneo, e anticentrômero, anti-Scl-70, anti-RNP e anti-DNAds todos não reagentes. Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável.