Por tentar precipitar a redenção, o Baal Shem Tov foi punido. Exilado num país distante, perdeu seus poderes e seus conhecimentos. Recorreu, então, ao Reb Tzvi-Hersch Soifer, seu fiel criado e discípulo, que nunca o abandonou. Ajuda-me, pediulhe. Lembra-te de alguma coisa — uma palavra, uma oração que seja? Não, Tzvi-Hersch Soifer não se lembrava. Também se esquecera de tudo. Tudo? Mesmo? Não, disse Tzvi-Hersch, ainda me lembro do alfabeto. Mas, então, o que está esperando? — Baal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome, perguntou. Começa a recitá-lo! Aleph-Be-Gimmel-Dalet, Tzvi-Hersch começou. E, com grande fervor, os dois recitaram todas as vinte e duas letras, repetindo-as muitas vezes, até recuperar a memória.
Elie Wiesel. Homens sábios e suas histórias: retratos de mestres da Bíblia,
do Talmude e do hassidismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 9.
Tendo como referência essa lenda antiga da tradição hassídica e sua relação com a literatura bíblica e a história do mundo bíblico, julgue o próximo item.
A leitura da palavra revelada e o seu comentário constituem a base da formação do homem religioso, tanto para o Judaísmo como para o Cristianismo.
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