As questões 30 e 31 referem-se ao texto transcrito abaixo, que foi proferido pelo apresentador Pedro Bial como sua conclusão do debate sobre o ensino de Língua Portuguesa nas escolas, no programa Na Moral, exibido em 15/8/2013, pela Rede Globo.
“Não é porque a Língua é viva que precisa ser um caos. Aliás, eis uma das serventias da Língua: dar uma aparente ordem ao furdunço do mundo. O poeta Ferreira Gullar disse: ‘a crase não foi feita para humilhar ninguém’. Nem a crase, nem a vírgula, nem regência e ortografia, nem a proparoxítona, nem o hífen! Se bem que o hífen, eu não sei não, não sei...
Do embate entre línguas diferentes, estrangeiras ou conterrâneas, entre falares e dizeres, entre sotaques, códigos, gírias locais e modismos nacionais, cuide bem de sua língua. Lusitana, língua da luz, portuguesa ou brasileira, essa é a língua que tem ‘ser’ e tem ‘estar’. O professor diz ‘está certo’, não diz ‘é certo’. Donde... estar errado pode não ser errado... Na moral?”
(Disponível em: < http: post.php?id="70" cronicasnamoral="" na-moral="" programas="" especiaisap.tvg.globo.com="" >.
Acesso em: 27 mar. 2014.)
Analise as proposições a seguir.
I. Esse texto e todo o contexto que justificou a sua produção é um exemplo que se distancia de outros discursos veiculados na mídia sobre esse tema.
II. Há contradição entre as intenções que podem ser inferidas na conclusão “o professor diz ‘está certo’, não diz ‘é certo’. Donde... estar errado pode não ser errado...” e a recomendação “cuide bem de sua língua”.
III. As expressões “língua da luz’ e ‘lusitana” aludem ao português europeu e retomam, implicitamente, os discursos historicamente conhecidos relativos à gramática tradicional.
Está(ão) CORRETA (S):