Pedro tem 32 anos e encontra-se desempregado. Atualmente sobrevive de bicos e sua situação financeira não é confortável. Há dois anos, voltou a morar com sua mãe e com seus dois irmãos após ter se separado da esposa. Sempre fez uso de cerveja, mas o constante desemprego aumentou a sua presença no bar e tornou o consumo da bebida mais frequente e intenso. Além disso, também passou a fazer uso diário de bebidas destiladas. Ele deixou de jogar futebol no time do bairro, onde era muito respeitado. Após constantes brigas com a sua mãe e de muitos dias sem trabalhar, procurou a psicóloga da UBS e falou das suas dificuldades com a bebida no último ano. Explicou que, cada vez mais, o espaço do álcool aumentava em sua vida e que passava boa parte do seu dia pensando em quando iria beber novamente, sentindo grande ansiedade com essa situação. Comentou que, cada vez mais, precisava de mais doses para ficar embriagado. Relatou que a tristeza era um sentimento persistente e que somente a bebida alcóolica o animava. Considerando os critérios diagnósticos, o presente padrão de uso de bebida alcóolica por Pedro pode ser classificado como