Magna Concursos
3642637 Ano: 2009
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Uma entrevistadora cubana, em Miami, deu uma verdadeira prensa no ator porto-riquenho Benício del Toro ao entrevistá-lo durante o lançamento do filme Che. Ela cobrava e acusava-o de ter feito um filme a favor de Che. O filme é mesmo a favor, romantiza de novo o personagem, fundindo o revolucionário, o mártir, o santo. Certas feridas e ideologias são recidivas. Pareciam estar conversando em 1960. No entanto, 50 anos se passaram. De lá para cá, houve o desmascaramento de Stalin por Krushev; daí a pouco acabou a União Soviética, o Muro de Berlim ruiu, a Guerra Fria ficou congelada, a China virou neocapitalista sem deixar de ser “velhassocialista”, os EUA se afundaram em uma crise humilhante, os ditadores militares latino-americanos saíram de moda e foram substituídos por aqueles que eles perseguiam, enfim, vieram os terroristas, os homens e as mulheres-bombas no Oriente Médio, a AIDS, a Internet, e dizem que o mundo vai acabar daqui a pouco, não pela bomba atômica, mas em um desastre ecológico irreversível. Affonso Romano de Sant’Ana. Que fazer de Che Guevara?

In: Correio Braziliense, 8/2/2009, Caderno C, p. 6 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência e considerando a multiplicidade de conhecimentos que ele suscita, julgue o item a seguir.

No trecho “Ela cobrava e acusava-o”, o pronome “o” refere-se a “Benício del Toro” e foi omitido após a forma verbal “cobrava” para se evitar repetição de palavra. Portanto, o acréscimo dele, escrevendo-se cobrava-o, não prejudicaria a correção gramatical do texto nem seu sentido original.

 

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