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A política de preservação consiste em um planejamento de ações voltadas à guarda segura dos acervos de arquivos e bibliotecas. Preferencialmente, consta de um documento escrito, porém não fechado nem dogmático, sendo um documento dinâmico, para ser praticado, checado e revisto se e quando as necessidades surgirem. Nesse documento, estabelece-se o que deve ser preservado, porquê, com qual objetivo e por quanto tempo, diferentemente de uma estratégia de preservação — compreendida como a gestão de todas as ferramentas e parâmetros disponíveis para prevenir danos e a degradação dos acervos — que determina como e de que forma os acervos devem ser preservados.
Por muitas décadas, bibliotecas e arquivos foram alertados sobre a necessidade de se estruturar políticas de preservação, não somente para incrementar o ato da preservação e sensibilizar técnicos e usuários, mas também para ordenar os recursos financeiros e demonstrar como esses recursos devem ser aplicados, considerando efeitos positivos a longo prazo.
As políticas de preservação são expressões visíveis da missão de uma instituição e reflexo do valor das coleções. Por meio delas, determinam-se as responsabilidades dos governos e gestores, da equipe técnica e dos usuários; justificam-se as tomadas de decisão e o porquê de certas ações serem ou não implementadas; e referenciam-se a alocação de recursos financeiros, para o desenvolvimento de estratégias de preservação e para o planejamento de programas integrados de preservação que possibilitem a obtenção de resultados efetivos, levando-se em conta as necessidades e critérios das coleções. Essas políticas podem ser monitoradas e formar padrões de referência por meio dos quais a efetivação da preservação pode ser avaliada.
G. E. Gorman e Sydney J. Shep (org.). Preservation management for libraries, archives and museums. Londres: Facet Publishing, 2006, p. 19-20 (tradução livre).
Considerando o texto acima e os múltiplos aspectos por ele suscitados, julgue os itens a seguir.
O controle da umidade relativa e da temperatura devem ser considerados pela política de preservação no estabelecimento de parâmetros de armazenamento. A climatização de pequenas áreas deve ser priorizada como recurso para redução do impacto da climatização no comportamento natural de uma edificação, evitando-se, com isso, problemas como condensação de umidade e proliferação de fungos nos ambientes de armazenamento.