INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questãos que a ele se refere.
A presença que as crianças podem nos ensinar
Em tempos de mindfulness, de meditação e de reaprender a respirar, quero trazer uma reflexão. Se você é pai
e mãe, ou cuida de crianças pequenas, já deve ter percebido que elas vêm com uma aptidão “de fábrica”: o estar. A
criança pequenina ainda não tem muita noção de temporalidade, não entende passado e futuro, não se perde nas
próprias preocupações e devaneios sobre o que aconteceu e o que virá a acontecer, então apenas é. Para ela, só
existe o presente.
O tamanho desse aprendizado só pode ser medido pelo tamanho da nossa vontade em olhar para as crianças
como pequenos grandes mestres que são. Aprendemos a internalizar crenças muito duras sobre as crianças. A
começar que são “folhas em branco”, basicamente inferiores aos adultos porque não têm a mesma experiência de
vida e conhecimento do mundo que nós temos. Mas, se esqueceram de nos contar que eles são peritos no mundo
interno: na presença atenta e consciente, no perdão, no não julgamento, na entrega, na leveza. Basicamente tudo
que queremos e precisamos – urgentemente – reaprender, as crianças já sabem.
No caminho até a escola, a criança vai reparar na abelha voando sobre a flor, no rabisco na parede, no ônibus
que vem lá longe. Vai respirar no presente e estar atenta a ele, tirando toda alegria que pode de cada momento. Se
perdemos a cabeça e gritamos, eles nos perdoam sem pestanejar, sem nos julgar, sem guardar rancor. Quando
estamos cabisbaixos, eles não racionalizam o que aconteceu, apenas nos presenteiam com um sorriso. Quem de
nós pode dizer que consegue agir assim?
Mas, a grande verdade é que desaprendemos a sentir leveza, a nos conectar com o simples, desaprendemos
a estar nesse mesmo momento em que as crianças vivem e insistem em nos apresentar, e nós insistimos em resistir:
o agora. Quando nosso mundo interno está cheio, barulhento, nublado, não conseguimos ver através dele todas as
maravilhas que existem em cada segundo. A ideia não é querer calar essas vozes, é simplesmente começar a
percebê-las. Começa por aí o reaprendizado: por apenas perceber.
Enquanto os ensinamos as regras sociais, enquanto os orientamos para o caminho das boas escolhas, eles
nos ensinam a voltar para o básico: para dentro de nós. Você está disposto a reaprender?
Disponível em: https://vidasimples.co/colunistas/a-presenca-que-as-criancas-podem-nos-ensinar/.
Acesso em 15 fev. 2020.
Considere o trecho: “Aprendemos a internalizar crenças muito duras sobre as crianças. A começar que são ‘folhas em branco’ [...]” (Linhas 7-8)
Tendo em vista a expressão “folhas em branco”, é CORRETO afirmar que, segundo o texto, os adultos consideram que as crianças
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