Magna Concursos
2579674 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Araçariguama-SP

A linguagem cinematográfica

Quem assiste a cinema hoje está longe de imaginar o longo e árduo processo em que consistiu o desenvolvimento da linguagem cinematográfica, desde que os irmãos Lumière exibiram o seu precário Saída dos Operários da Fábrica no Grand Café de Paris, em 28 de dezembro de 1895, oficialmente a primeira sessão de cinema do mundo.

Uma ilustração bem instrutiva do desenvolvimento da linguagem do cinema é a que diz respeito, por exemplo, ao emprego da câmera. De início completamente estática, somente aos trancos e barrancos foi a câmera adquirindo a mobilidade que tem hoje. Nos primeiros tempos do cinema mudo, filmava- -se com a câmera imóvel posta diante de um cenário onde tudo acontecia, como num palco teatral. Nessa época, ver a imagem se movendo na tela já era suficientemente divertido, quando o ponto de contraste para isso era o estaticismo da fotografia.

Foi o americano D. W. Griffith (1875-1942) quem sistematizou, na prática, o uso do que chamamos hoje planificação, angulação e enquadramento (a variação da posição da câmera com relação ao elemento filmado). Na verdade, Griffith não foi o primeiro a variar a posição da câmera, mas foi, sim, o pioneiro nessa sistematização. O espectador que já recebeu a linguagem cinematográfica “feita” – embora ainda hoje ela continue “fazendo” a si mesma! – nem cogita das difíceis querelas entre Griffith e os colegas de produção da década de 10, quando ele insistia, por exemplo, em que podia interromper a ação, geralmente filmada em plano de conjunto, para aí intercalar o rosto de um ator, tomado em primeiro plano. A produção alegava que tal prática era absurda, e que confundiria os espectadores, que a recusariam como incompreensível. Griffith, por sua vez, argumentava que o público a entenderia perfeitamente, pois, no geral, era assim que funcionavam os processos narrativos na literatura de ficção. Conforme sabemos, o seu modelo era o popular romance de Charles Dickens, superlido no final do século passado. O resultado dessa polêmica, já o conhecemos, com a vitória da intuição genial sobre o medo do novo.

(João Batista de Brito. Imagens Amadas. São Paulo: Ateliê Editoral, 1995. Adaptado.)

Considere as seguintes passagens do texto:

• O espectador que já recebeu a linguagem cinematográfica “feita” – embora ainda hoje ela continue “fazendo” a si mesma! – nem cogita das difíceis querelas entre Griffith e os colegas… (3º parágrafo).

• Griffith, por sua vez, argumentava que o público a entenderia perfeitamente, pois, no geral, era assim que funcionavam os processos narrativos na literatura de ficção. (3º parágrafo).

As conjunções em destaque estabelecem, respectivamente, relações de sentido de

 

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