Estive em uma mesa que debatia os sistemas
alimentares diante das mudanças climáticas durante o
13º Congresso Nacional de Agroecologia, em Juazeiro da
Bahia. Por um lado, alguns expositores fizeram de maneira
brilhante a análise do movimento do capital mundial,
por outro vozes ancestrais, como Raquel Tupinambá, nos
falaram da sabedoria dos povos indígenas. Vozes sertanejas
também nos falaram como superaram a fome, a sede, a
miséria, a mortalidade infantil, o saque, a migração, com
obras pequenas, no pé de suas casas, como as cisternas
de produção e de consumo humano, que guardam a água
coletada das chuvas. Ali estão seus canteiros agroecológicos,
seus quintais produtivos, seu manejo dos animais e tantas
outras iniciativas. Não é mais uma experiência alternativa,
já é um estilo de vida para cerca de 1 milhão de famílias no
semiárido brasileiro.
Nós já temos muito mais que resistência e
resiliência, já temos o presente modificando vidas e
desenhando o futuro. Não é mais uma alternativa, é o
único caminho que possibilita o futuro humano na Terra.
Nas mãos, inteligência e coração das pessoas simples e dos
povos tradicionais está a esperança de toda a humanidade.
Internet:<outraspalavras.net> (com adaptações).
No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.
No último parágrafo, o autor do texto emprega os termos homônimos “resistência” e “resiliência” para caracterizar, respectivamente, a capacidade de os sertanejos suportarem a fadiga, a fome e o esforço, e de se recuperarem dos infortúnios.
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