Magna Concursos
2375291 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CEP
TEXTO 1
O real e o virtual
Vamos começar com um choque de realidade. Primeiro: existe, sim, um mundo virtual criado e mantido pela rede mundial de computadores. Segundo: continuamos vivendo no mundo real, que tem cores e cheiros e que pode ser tocado. Terceiro: um não vive sem o outro.
O mundo virtual nos permite basicamente acessar informações e facilitar a comunicação. No entanto, a vida só se vive no real; o outro é acessório, complementar, apêndice inútil se não usado, nocivo se usado mal, e maravilhoso se usado bem. Pois é, quando falamos sobre o mundo virtual, recentemente criado pela inteligência do ser humano, é importante notar que estamos sempre fazendo escolhas.
A fantástica disponibilização de conhecimentos na rede é a parte lustrosa deste admirável mundo novo. Alexandre, o Grande, mandou construir em Alexandria, cidade fundada por ele no Egito, uma biblioteca que contivesse todo o conhecimento do mundo. O sonho de Alexandre se realizou. Ele se chama de Internet.
No mundo contemporâneo, tecnológico, chamamos o espaço que não é real, mas que a gente sabe que existe, de “mundo virtual”. Um mundo transitório, onde ficamos por algum tempo, enquanto procuramos os elementos que serão utilizados na vida prática, real. Quando invertemos essa relação, ficamos doentes. E a patologia está em não perceber essa relação e passar a viver mais lá do que cá.
Um jornalista, especialista em tecnologia, escreveu sobre uma dúvida que atinge muitas pessoas: afinal, a virtualização é prejudicial ou não?
A conclusão é que não haverá ameaça de substituição de um mundo pelo outro, a não ser que a gente permita que isso aconteça. O mundo virtual surgiu como algo mais, como um acréscimo, fruto da evolução natural da humanidade, que tem na tecnologia seu mais espetacular avanço. Como evoluímos mais na tecnologia que no humanismo, esse descompasso cria desconforto e desconfiança.
O físico Michio Kaku explica que o século 21 será profundamente influenciado por três revoluções científicas que começaram no século passado: a física quântica, a biologia genética e a engenharia da computação. O encontro dessas três torrentes da inteligência humana está criando uma nova visão do mundo, do homem, do futuro e da realidade.
Já estamos na terceira fase: sua característica é a inversão numérica - já há mais computadores que pessoas. Quando você está em seu carro, por exemplo, é possível que você esteja cercado por processadores – que estão no motor, na injeção eletrônica, na transmissão e até no sistema de som -, cada um fazendo seu trabalho de maneira autônoma, porém interagindo em uma rede virtual que sustenta seu conforto e sua segurança. Todos muito reais.
Podemos aplicar as três leis da robótica, a saber: 1ª) o computador deve preservar a integridade e a supremacia do homem; 2ª) o computador deve servir ao homem, desde que isso não afete a primeira lei; 3ª ) o computador deve preservar-se e evoluir, desde que isso não afete as duas primeiras leis, para a relação entre as vidas real e virtual, concluindo que a virtual deve evoluir e servir ao homem, mas não pode ameaçá-lo. Mas convenhamos, não é a vida virtual que ameaça a real. Somos nós que a usamos mal.
Temos que começar concordando sobre as duas questões fundamentais: a de que a vida virtual existe – e negá-la seria como negar a ação da gravidade; e a de que a vida virtual foi criada para dar mais qualidade à vida real, e não, para substituí-la.
Texto adaptado da revista Vida Simples. Pensando bem: por uma vida mais sábia. Pág. 60-63. Maio 2007.
Em qual das alternativas abaixo, a vírgula foi utilizada para isolar o aposto?
 

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