O novo estatuto dos Correios permite à estatal
associar-se a companhias públicas e privadas, aplicar recursos
em grandes projetos, como no do trem-bala, e até abrir
agências no exterior. O presidente da empresa avisa que as
perspectivas são quase ilimitadas e que, no horizonte, está a
necessidade de adaptação a tempos mais competitivos e de
ampliação de lucros.
O balanço da empresa, que será publicado pela
primeira vez, mostrará que 2010 foi um bom ano para os
Correios. O faturamento chegou a R$ 13 bilhões, e a receita
líquida, a R$ 800 milhões. O resultado positivo ajudará a
engordar um caixa robusto, que atualmente conta com cerca de
R$ 4 bilhões livres para investimento. O presidente dos
Correios adverte que os recursos serão utilizados conforme os
interesses da empresa e sob regras de governança típicas de
companhias de capital aberto. Lançar-se no mercado, no
entanto, está fora de cogitação.
Correio Braziliense, 20/2/2011 (com adaptações).