Os primeiros sinais do escândalo surgiram no Festival de Sundance, há quase dois meses, quando o documentário "Deixando Neverland" ("Leaving Neverland") foi exibido numa única sessão. Com quatro horas de duração e dividido em duas partes, o filme provocou algumas reações inesperadas da plateia. Teve gente que não voltou ao cinema para assistir à segunda metade do filme. Teve gente que passou mal ouvindo o que era descrito na tela.
Como todo mundo sabe hoje, em "Deixando Neverland" o cineasta britânico Dan Reed mergulha na sempre falada, mas nunca provada, acusação de que Michael Jackson era pedófilo e ia além dos limites impostos pela sociedade no trato com seus fãs menores de idade.
Chegou a ir a julgamento duas vezes por este crime. Na primeira, seus advogados fizeram um acordo com a família do menino Jordan Chandler. O julgamento foi interrompido, e Jackson ficou 23 milhões de dólares mais pobre. Na segunda, chegou a ser levado algemado ao tribunal, mas as acusações da família do menino Gavin Arvizo não se sustentaram, sendo o cantor absolvido. No primeiro caso, o coreógrafo Wade Robson e o programador de computador James Safechuck tinham, respectivamente, 12 e 15 anos de idade, frequentavam a casa de Jackson havia mais de cinco anos e serviram como testemunhas de defesa do artista. No filme de agora, Robson e Safechuck contam com detalhes como também sofreram abusos sexuais do cantor.
(Adaptado de oglobo.globo.com/cultura,90/03/2019)
As orações reduzidas não se iniciam por relativo nem por conjunção, contudo são repletas de significado em relação à principal. No período abaixo, “sendo o cantor absolvido” é uma oração reduzida, que possui em relação à oração principal valor:
“Na segunda, chegou a ser levado algemado ao tribunal, mas as acusações da família do menino Gavin Arvizo não se sustentaram, sendo o cantor absolvido.”