Magna Concursos
2514237 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Texto 1: Senso de humor no trabalho é uma competência de destaque
Luiz Carlos Cabrera
As conversas sobre o desempenho de executivos procuram descrever um conjunto ideal de competências, aquelas que garantiriam alta produtividade. As mais conhecidas são foco no resultado, capacidade de execução, capacidade analítica e competência de estabelecer e sustentar relações e alianças.
A minha privilegiada observação do cotidiano, em função da extensão da minha rede de relações depois de anos atuando como professor e headhunter, permite-me acrescentar uma competência que é eterna e fundamental: o senso de humor. Não me refiro ao piadismo barato, à gozação agressiva ou ao deboche.
O humor é uma demonstração clara de inteligência emocional e uma competência que se destaca nas relações profissionais. Falo de sagacidade, de leitura rápida do contexto. Os britânicos riem de supostos diálogos ácidos entre o primeiro-ministro Winston Churchill (1874 -1965) e Lady Nancy Astor (1879 –1964), primeira mulher a ocupar uma cadeira no parlamento britânico.
No mais célebre deles, Lady Astor diz: “Se o senhor fosse meu marido, eu colocaria veneno em seu chá”. E Churchill responde: “Madame, se a senhora fosse minha mulher, eu beberia”. Lady Astor, igualmente rápida, também tinha suas tiradas.
Em uma delas, Churchill pergunta com que personagem deveria ir a um baile à fantasia, e Lady Astor sugere: “Por que você não vai sóbrio, primeiro-ministro?”. Se esses diálogos ocorreram de fato, nunca se saberá. Mas são ótimos exemplos de pensamento ágil, agudo e bem-humorado.
O humor propicia o chamado alto-astral, facilita as relações, abre as portas e diminui as resistências. É possível pensá-lo como uma habilidade, aprimorável por meio da prática? Considero o senso de humor uma competência eterna, que se desenvolve ao longo da vida de um indivíduo.
Desde criança, a pessoa tem maior interesse (ou é estimulada) a avaliar o contexto, a contar histórias e a reproduzir situações. O desenvolvimento de um olhar crítico começa na tenra infância.
O bom humor é antes de tudo um sinal de que a pessoa está balanceada, que seus sentimentos e opiniões estão equilibrados. A pessoa bem-humorada pensa com o cérebro e sente com o coração. O senso de humor tem de ser perseguido, requer uma abertura para olhar o mundo por vários ângulos, pede uma mente alerta e ativa e em geral se expressa por um gesto milenar e universal: o sorriso. Sorria!
Vocabulário:
headhunter – termo em inglês que significa “caçador de cabeças”, ou seja, recrutador dos melhores profissionais do mercado.
Disponível em: <http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/178/noticias/humor-competencia-eterna> Acesso em: 10 jul. 2016. (adaptado)
Texto 2: Excesso de bom humor pode atrapalhar desempenho profissional
Existe um ditado que prega que “tudo o que é demais é nocivo”, seja na vida pessoal ou profissional, e por isso é importante saber dosar as emoções e controlar o bom e o mau humor na hora de tomar decisões. Para sermos mais eficazes, é primordial estarmos sempre atentos ao nosso estado interior, pois é ele quem nos influencia no desempenho das atividades cotidianas.
Shana Wajntraub, psicóloga e consultora de carreiras da Eleve Consulting, conta que “pesquisas apontam que o lado positivo de estar com bom humor é que somos mais flexíveis mentalmente, nossa criatividade aflora, nos tornamos melhores na resolução de problemas e mais eficientes ao tomarmos decisões. Já o lado negativo do bom humor, é o de que podemos tomar decisões muito rapidamente ou não prestar a devida atenção aos detalhes de uma tarefa a ser realizada”.
E, para surpresa de muitos, a profissional também explica que “há benefícios de estarmos de mau humor”, e um deles é “a nossa capacidade para focar nos detalhes, ainda que em tarefas repetitivas”. “Também nos tornamos mais céticos, de mau humor, o que pode ser útil em algumas ocasiões. O ponto desagradável é sermos mais pessimistas e negativos ao que estamos levando em consideração, sem falar que uma pessoa mal humorada contamina e perturba a harmonia de uma equipe”, explica.
Disponível em: <http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2015/12/10/excesso-de-bom-humor-pode-atrapalhar-desempenho-profissional/> Acesso em: 10 jul. 2016. (adaptado)
Após a leitura dos dois textos, é correto afirmar que
 

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