Desde meados do século XX, vem ocorrendo, no campo da saúde, o fenômeno da transição epidemiológica que se caracteriza pela substituição de condições agudas e com elevadas taxas de mortalidade pela presença crescente de condições crônicas e debilitantes. Essa mudança relaciona-se diretamente com a modificação dos determinantes sociais da saúde como padrões de consumo, estilos de vida, urbanização acelerada, mudanças nas relações trabalhistas, entre outros. Os Transtornos Mentais são bons exemplos deste fenômeno. Diante deste novo modelo epidemiológico e, para garantir a superação do modelo assistencial curativo e a efetividade do sistema de saúde, os serviços de atenção à saúde mental devem estar organizados da seguinte maneira: