Os ambientes a que tradicionalmente se associa a ideia de aprendizado têm-se diversificado ao extremo, e chegam a abranger, na atualidade, todas as dimensões nas quais se podem conceber os processos ininterruptos de subjetivação. Se se pudesse observar historicamente a natureza dos meios de compartilhamento de informação, veríamos que a diversidade dos canais de comunicação, que aumenta em razão geométrica, é determinante para que se compreenda o papel hodierno da escola e para que se lhe planejem as futuras atribuições.
Em termos metodológicos e procedimentais, há uma estuante discussão acerca das muitas implicações que demanda a era digital, sem cujos claros benefícios e não tão óbvias responsabilidades são impensáveis as sociedades modernas e vindouras. Vejam-se, a título de exemplos, as novas relações interpessoais que se estabelecem, em sala de aula, diante do acesso a redes sem fio; a crescente disponibilidade de conteúdos específicos de suporte à (in)formação de alunos e de professores; e a necessidade de se considerarem novas formas de produção de conhecimento a partir de um volume impressionante de informações. Basta um rápido olhar sobre esses pontos para que nos admiremos da complexidade cognitiva em que nos inserimos.
É fácil prever que os desdobramentos dessa ampliação de espaços levam a uma redefinição de conceitos fundamentais. Percebemos, enfim e como já deveríamos ter percebido há muito tempo, que é possível aprender praticamente em qualquer lugar e a todo momento. Em vista disso, o novo laboratório de experimentação e aprendizado, que compreende o mundo exterior – e o interior – ao sujeito, impõe uma integração de conhecimentos inaudita. Talvez esta seja a principal componente dessa revolução: a perspectiva colaborativa, sinergética, descentralizada. Esse é o modelo mais propício à descoberta de aplicações inovadoras para antigas competências e ao desenvolvimento de novas habilidades para atender a exigências futuras.
Contudo, a inevitabilidade de seguir adiante não significa que o devemos fazer de qualquer maneira. Diante do peso dos séculos, o Homem aprendeu que não se pode avançar irrefletidamente, e que o progresso feito às expensas do equilíbrio e da reflexão tem um alto preço. Mais do que apenas avaliar a mensagem que desejamos passar às próximas gerações, devemos escolher a melhor forma de transmiti-la – e é possível que o espaço mais oportuno para que se ventile essa discussão venha a ser uma escola sem fronteiras.
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