As primeiras descrições de pacientes com quadro clínico suspeito de leucemia mieloide crônica remotam a 1845, com John Hughes Bennet em Edinburgh e Rudolf Virchow, em Berlim. Enquanto o primeiro pensava que se tratava de uma doença infecciosa, o segundo suspeitava de uma doença neoplásica. Em 1872, Ernst Neumann observou que células leucêmicas se originavam da medula óssea, mas, somente cerca de 100 anos depois, Peter Nowel e David Hugenfort descobriram uma pequena anormalidade no cromossomo, a primeira anormalidade cariotípica associada com câncer. A respeito da leucemia mieloide crônica e de outras doenças mieloproliferativas crônicas, julgue os itens a seguir.
Essas doenças são classificadas, de acordo com a última revisão da OMS, em: leucemia mieloide crônica, BCR-ABL1 positivo, leucemia neutrofílica crônica, policitemia vera, mielofibrose primária, trombocitemia essencial, leucemia eosinofílica crônica, mastocitose, neoplasia mieloproliferativa não classificada.