O leitor brasileiro da segunda metade do século 20 e início do século 21 está mais preocupado com aquilo que o toca de forma mais direta, qual seja, seus problemas e angústias existenciais, do que com a fruição de um objeto estético. [...] A preocupação com o componente estético da leitura só será de interesse para um público específico que se preocupa com essa questão. Nesse sentido, é um público extremamente reduzido, um grupo fechado que corresponde ao da academia ou ao que poderia genericamente chamar de intelectuais. [...] A crescente venda de literatura de autoajuda, além de seu caráter de mercadoria, é um reflexo do mecanismo semiótico nele envolvido. O sujeito é movido por um querer e busca no objeto que consome o contato com um saber capaz de dar uma resposta que satisfaça o seu desejo.
CORTINA, Arnaldo. Perfil do leitor brasileiro contemporâneo: os livros mais vendidos no Brasil de 1966 a 2010. Campinas: Mercado das Letras, 2014, com adaptações.
Assinale a alternativa que indica a ideia central do texto.