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O riso é mesmo o melhor remédio?
Para pesquisadores americanos, a risada só traz
benefícios. Mas, segundo os britânicos, ela pode até matar
Mônica Tarantino
O mais recente estudo sobre os efeitos do riso no corpo humano, feito por pesquisadores das universidades de Birmingham e Oxford, no Reino Unido, explora um lado no mínimo inusitado da questão – os seus malefícios! O grupo de cientistas analisou todos os relatos encontrados em levantamento que abrangeu um período de seis décadas (de 1946 a 2013). Após examinar caso a caso, os britânicos relacionaram alguns dos seus possíveis efeitos adversos.
Em uma das descrições estudadas, uma mulher desmaiou e morreu depois de gargalhar intensamente porque suas contrações musculares durante a risada teriam precipitado a ruptura de artérias extremamente lesionadas. Outra circunstância que impressionou os pesquisadores foi saber da ocorrência de ataques de asma instigados pela inalação de partículas estranhas ao organismo devido à respiração rápida durante a risada. Há também informações sobre o surgimento de hérnias relacionado ao arrebatamento muscular promovido pelas risadas mais potentes e prolongadas. O trabalho foi publicado na edição de Natal da importante revista científica British Medical Journal (BMJ).
A coletânea de casos britânica não desautoriza descobertas anteriores sobre os incontáveis benefícios do riso. Estudos americanos indicam, por exemplo, que o riso está associado ao aumento da capacidade de tolerar a dor e pode contribuir, por mecanismos bastante complexos, para uma diminuição da rigidez das artérias (o que favorece a diminuição do risco de ataque cardíaco). Outros estudos sugerem que o riso ativa conexões diferentes no cérebro de acordo com o motivo (por piadas, de alegria ou simplesmente por cócegas).
O contraste dessas abordagens me fez lembrar de uma explicação dada pelo escritor e comediante inglês Stephen Fry (ele é visto pelos conterrâneos como uma espécie de tesouro nacional) sobre as diferenças entre os cômicos britânicos e os americanos. Em um programa de tevê, Fry disse que o cômico americano invariavelmente se mostra mais inteligente do que o papel que interpreta e mais esperto que os idiotas que o assistem. E, claro, fica com a mocinha no final. Os ingleses se divertem mais com o cara que veste seu melhor blazer, mas fica ridículo e todos riem dele disfarçadamente. Também riem do cara que gerencia uma filial estúpida de uma rede de lojas qualquer, mas age como um líder e mentor dos seus subordinados.
(Charles Chaplin era inglês). Fico pensando se a cultura dos pesquisadores influencia a escolha dos temas e a maneira como as conclusões são apresentadas e que piadas ruins talvez façam mal à saúde.
http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/341008_O+RISO+E+-
MESMO+O+MELHOR+REMEDIO+.
A palavra que está separada corretamente é
 

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