Lefebvre, em seu trabalho “A revolução urbana”, escreveu: “Objetivo, mensurável, o espaço só é representado em função de critérios produtivistas”. A objetividade produtivista é criticada pelo autor por analisar a cidade de forma positivista (sem contradições), pois a produção capitalista gera, ao mesmo tempo, riqueza (concentração de uso dos aparelhos urbanos e do poder político sobre a cidade) e pobreza (exclusão de todas as decisões quanto à cidade em que vive). A forma positivista de pensar a cidade exclui o caminho político de participação popular quanto à organização urbana. As redes e as hierarquias urbanas devem ser pensadas a partir de outros conjuntos teóricos, de conceitos e de categorias que ampliem a compreensão dialética política da cidade, pois tal entendimento colabora para pensar