Considerando as síndromes hemorrágicas, o descolamento prematuro da placenta (DPP) ocorre em aproximadamente 1 a 2% das gestações. É das piores complicações obstétricas, com aumento muito importante da morbimortalidade materna, por maior incidência de hemorragia, de anemias, coagulopatias, hemotransfusões, cesárea, histerectomia e até morte materna; o DPP é descrito como a principal causa de óbito perinatal e a conduta está sempre associada ao grau de descolamento. Quando o parto vaginal é possível se iminente, desde que a vitalidade fetal esteja preservada e não haja comprometimento hemodinâmico materno, o trabalho de parto deve estar em franco progresso, a amniotomia deve ser realizada assim que possível, pois irá diminuir a pressão intrauterina com o escoamento do líquido amniótico, diminuindo tanto o sangramento do leito placentário quanto a passagem para a circulação materna de tromboplastina. Nessas circunstâncias, o descolamento é classificado como de grau: