Analise os excertos a seguir.
“Comece a história com as flechas dos indígenas americanos e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano e não com a criação colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente”.
(ADICHIE, Chimamanda Ngozie. O perigo de uma história única.
São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 12).
“Partimos de uma dificuldade que mais parece uma impossibilidade: a de colocar num texto escrito a fala, em nosso caso ‘iê enga awa ou nheenga awa’ – ‘fala de Índio’. Pensamos assim porque, na nossa compreensão, a escrita, por mais sofisticada que seja, não consegue alcançar sentidos profundos e adjacentes que permeiem o dinâmico contexto no qual as palavras são ditas e/ou até mesmo não ditas”.
(ANGATU, Casé; Tupinambá, Ayra. Protagonismos Indígenas: (re)existências indígenas e indianidades.
In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida,
cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p. 23).
Os trechos anteriores remetem a reflexões importantes para o campo historiográfico. É correto afirmar que, do ponto de vista da historiografia indígena, o argumento central evocado pela combinação dos excertos em destaque é a