Magna Concursos
1932610 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: GHC

O mundo pós-coronavírus As grandes catástrofes têm o poder de acelerar a história e de tornar corriqueiras coisas que antes pareciam inimagináveis. Contudo, na era pós-coronavírus, a sociedade não irá mudar apenas “de cima para baixo”: ela também será transformada em outro plano: como nos relacionamos uns com os outros.

O aperto de mãos é um hábito milenar: os registros mais antigos remontam à Babilônia, atual Iraque, por volta do século 9 a.C.. Durante a maior parte da história, no entanto, esse era um gesto relativamente raro, usado em situações específicas (como fechar um negócio ou checar se a outra pessoa estava armada). Apertar as mãos de todo mundo, como cumprimento universal no dia a dia, surgiu com os Quakers, um grupo religioso protestante, na Inglaterra do século 17. Para eles, o aperto de mão simbolizava a igualdade entre as pessoas, independentemente da classe social. A moda foi parar nos livros de etiqueta do período vitoriano e acabou adotada pela maioria das pessoas. Todavia, nem todas: no Japão e na China, as pessoas saúdam umas às outras curvando levemente o tronco. Na Índia e na Tailândia, fazem um meneio de cabeça com a mão sobre o peito, tal como os árabes.

O aperto de mãos não é tão universal quanto se imagina. E é possível que, quando a pandemia for superada, talvez seja ainda menos. “Já é assim em outras culturas. O coronavírus tenderá a reforçar isso”, diz o psicanalista Christian Dunker, professor da USP e autor de A Reinvenção da Intimidade. Também pode ser que, passada a pandemia, todo mundo volte a apertar as mãos e pronto; afinal, foi o que aconteceu depois da gripe espanhola de 1918. Mas a vida não voltará, tão cedo, ao normal, já que dificilmente alguém sairá do isolamento com a saúde mental intacta. A questão é que o ser humano evoluiu para ser intensamente social, pois isso era (e é) uma questão de sobrevivência. O confinamento – a que estamos submetidos por força das circunstâncias – é uma surra diária que damos nesse instinto. E a mente não gosta de apanhar todo dia...

(Disponível em: https://super.abril.com.br/especiais/o-mundo-pos-coronavirus/abril2020 – Texto adaptado especialmente para esta prova.)

Analise as seguintes assertivas sobre aspectos de regência e semântica no texto:

I. A substituição de “remontam” por “datam” não exigiria outras alterações na frase.

II. A substituição de “simbolizava” por “representava” não exigiria nenhuma outra mudança no texto.

III. A substituição de “ao normal” por “à normalidade” preserva a correção e o sentido do texto.

Quais estão corretas?

 

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